ARQUIVOS DE RPG · HISTÓRIA DOS JOGOS
Arclight Revelation Tianmar, Eidolon e os RPGs steampunk de 2012
Arclight Revelation Tianmar, Eidolon, Tephra e outros RPGs de fantasia vitoriana e steampunk de 2012, com onze análises históricas.
Índice do artigo
- O encerramento de uma história de 121 jogos
- Outros RPGs que ficaram de fora
- 1. Arclight Revelation Tianmar (2012)
- 2. Eidolon: The Electrodyne Opera (2012)
- 3. Historia Rodentia (2012)
- 4. Iron Kingdoms (2012)
- 5. Leagues of Adventure (2012)
- 6. Mechanika: Empires of Blood and Steam (2012)
- 7. Radiance (2012)
- 8. Stars of Empire (2012)
- 9. Tephra (2012)
- 10. Victorian Lost (2012)
- 11. Zobeck Gazetteer (2012)
O encerramento de uma história de 121 jogos
Com esta publicação, encerro as listas históricas. No fim do ano, pretendo produzir outra relação, dedicada aos títulos publicados em 2013. Vários deles já apareceram, embora a GenCon ainda nem tenha acontecido. O Kickstarter e outras formas de financiamento e publicação contribuíram para a criação de novos RPGs em geral; muitos deles exploram o steampunk ou a estética vitoriana.
Como chegamos ao final da série, voltei aos 121 jogos e produtos discutidos e os distribuí, de maneira aproximada, em algumas categorias. Espero que essa organização ajude quem procura um estilo específico de steampunk ou de ambientação vitoriana. Os grupos são subjetivos: tentei identificar o foco principal da experiência de jogo ou do cenário. Os títulos aparecem numa ordem aproximadamente cronológica, basicamente a mesma adotada nas oito listas.
Victoriana e gótico tradicionais
Victorian Adventure, London by Night, Cthulhu by Gaslight, Holmes & Company, Dark Continents, Aventures Extraordinaires & Machinations Infernales, Private Eye, Masque of the Red Death, The Golden Dawn, GURPS Age of Napoleon, d20 Past, Imperial Age e Victoria.
Romance científico
Space: 1889, Forgotten Futures, Terra Incognita, Adventures and Expeditions by GASLIGHT, The War of the Worlds, Full Light, Full Steam, The Committee for the Exploration of Mysteries, Pytheas Club, Space 1889: Red Sands, Verne, Leagues of Adventure e Stars of Empire.
Fantasia vitoriana
For Faerie, Queen, & Country, Castle Falkenstein, Midgard Abenteuer 1880, Age of Empire, GURPS Goblins, Sunset Empires, Victorian Age: Vampire, Victoriana, Oktoberlandet – Hammaren & Trollspöt, Passages, Fabulas, Legacy of the Rose, Magicians of England, Ghosts of Albion, Agents of the Crown, Gaslight Victorian Fantasy, The Kerberos Club, Příběhy Impéria, This Favored Land, Dark Harvest: The Legacy of Frankenstein, Finsterland, Historia Rodentia, Mechanika: Empires of Blood and Steam e Victorian Lost.
Steampunk
Wooden Suits & Iron Men, GURPS Steampunk, Broken Gears, Gearcraft, Sweet Chariot, GURPS Infinite Worlds: Britannica-6, Lady Blackbird, Brass, Blood and Steam, Hardened Heroes & Fiendish Foes, Steamfortress Victory, Edison Force, Steamfunk e Über RPG: Steampunk.
Steampunk misturado com magia e fantasia
Gear Antique, Ecryme, Deadlands, Iron Kingdoms, Terra the Gunslinger, Mecha Compendium, Rippers, Etherscope, Tenra War, Queensguard, Wolsung: Magia Wieku Pary, The New Epoch, Steam, Savants and The Kandris Seal, Brass & Steel, Noggle Stones e The Widening Gyre.
Fantasia com elementos steampunk
Discworld RPG, C-13: The Thirteen Colonies, Children of the Sun, Absinthe, Sorcery & Steam, Doom Striders, DragonMech, Eberron, OGL Steampunk, Steam and Steel, Exil, Runepunk, Steampunk Musha, Steamworks, Clock and Steam, Elyrion, Opus Anima, Steamworks, Sundered Skies, Engines & Empires, Carmine, Zeitgeist, Radiance, Tephra e Zobeck.
Weirdpunk
Tradition Book: Sons of Ether, Planescape, Mechanical Dream, a/state, Perfect, Unhallowed Metropolis, Warsaw, La Brigade Chimerique, Clockwork & Chivalry, OZ: Dark & Terrible, Abney Park's Airship Pirates, The Cog Wars, Arclight Revelation Tianmar e Eidolon: The Electrodyne Opera.
Outros RPGs que ficaram de fora
Expliquei os rótulos adotados na primeira lista. Meu critério se concentrou nas linhas centrais de jogos e nos suplementos capazes de alterar significativamente um cenário. Um módulo com apenas alguns elementos steampunk isolados não seria suficiente. Para manter as relações administráveis, também evitei incluir RPGs exclusivamente independentes ou PDFs gratuitos, salvo poucas exceções.
Entre os títulos que não entraram estão Thief: The Role Playing Game, Anarktica: Fate of Heroes, A Night in the Lonesome October, Beyond the Ӕther, Heart's Blood, Steampunk Crescendo, By Gaslight e Fin de Siècle. Westward também havia sido anunciado e era esperado para 2012, mas não chegou a aparecer naquele ano.
Continuo aceitando sugestões e discussões. Os produtos foram listados cronologicamente e depois alfabeticamente dentro de cada ano de publicação. As divisões temporais são deliberadamente arbitrárias: o objetivo é tornar o conjunto de informações mais fácil de consultar.
1. Arclight Revelation Tianmar (2012)
Como mencionei, estas listas se concentram em jogos publicados de maneira mais formal, deixando de fora a maioria dos PDFs gratuitos. Eis uma das exceções: um RPG tão sublime e impressionante que merece ser apresentado como uma obra transformadora. Nota do próprio autor da análise: digo isso apenas porque fui eu quem escreveu o jogo; estou mentindo descaradamente e abusando do pouquíssimo poder que tenho ao organizar estas listas.
Arclight Revelation Tianmar foi criado para o concurso RPG Geek 24-Hour RPG Contest de 2012. O cenário apresenta um mundo que ainda sofre as consequências de uma invasão marciana. A vegetação vermelha introduzida pelos invasores não morreu; em vez disso, infiltrou-se insidiosamente nos ecossistemas terrestres, gerando novas ameaças e monstros.
Para enfrentá-los, cientistas desenvolveram armas a partir da tecnologia marciana e de novas modalidades de ciência extraordinária. Criaram os Steamlarks, máquinas de combate semelhantes a mechas, capazes de confrontar as criaturas em condições equivalentes. Entretanto, apenas pessoas jovens podem pilotá-las.
Os jogadores interpretam pilotos de um programa militar secreto e precisam conciliar a escola, as pressões sociais e os perigos das Terras Vermelhas. O RPG combina convenções do steampunk com influências dos animes, entre elas Neon Genesis Evangelion. Como seria de esperar de um projeto produzido em apenas 24 horas, seu sistema ainda precisa de trabalho. A publicação original oferecia mais informações sobre a criação e um PDF gratuito para baixar.
2. Eidolon: The Electrodyne Opera (2012)
Espero que, ao longo destas listas, eu tenha conseguido resumir satisfatoriamente a ideia central de cada jogo. No mínimo, gostaria que os leitores tivessem informações suficientes para decidir se uma obra corresponde a seus interesses. Tentarei fazer o mesmo com Eidolon, embora receie não conseguir fazer justiça à sua premissa. Por isso, recomendo a leitura do breve PDF introdutório gratuito mencionado na publicação original.
Ambientado em 1900, Eidolon apresenta uma versão mais onírica dos jogos vitorianos. Parece ser uma obra metaficcional, na qual as próprias histórias funcionam como forças poderosas e ferramentas de ação. Passages tentou algo parecido, mas mesmo aquele jogo era muito mais literal e concreto do que Eidolon.
O cenário não é exatamente uma história alternativa, e sim uma visão alegórica de nosso mundo e de seu passado. O material menciona um Continente Literal, o Iluminismo Absoluto, tecnologias alimentadas por sonhos, poder narrativo e Delírio. A atmosfera lembra uma mistura insana de Nobilis, Houses of the Blooded e The Fair Folk.
Para quem gosta de ideias realmente incomuns em jogos, vale conhecer a proposta. Ao menos, é interessante visitar o site do criador Angelus Morningstar e os materiais de apresentação da campanha de financiamento coletivo realizada no IndieGoGo no ano anterior.
3. Historia Rodentia (2012)
Este jogo talvez nem devesse ser considerado propriamente vitoriano, mas quis incluí-lo porque consigo imaginar facilmente uma adaptação de sua proposta para um período histórico um pouco posterior.
Baseado no jogo de miniaturas Brushfire, ele apresenta uma versão alternativa e antropomórfica do século XIX. Foi escrito para o sistema Legend, e suas regras acrescentam opções para comando de batalhas, política e organizações.
O projeto gráfico e as ilustrações são excelentes. O suplemento também oferece 21 espécies jogáveis. Como sugeri, sua inspiração parece pender mais para acontecimentos equivalentes às Guerras Napoleônicas, mas o conjunto poderia ser ajustado com facilidade para períodos históricos posteriores.
4. Iron Kingdoms (2012)
Iron Kingdoms já apareceu nesta série em sua versão baseada no sistema d20. A edição de 2012 reconstruiu o jogo do zero, com regras próprias e a incorporação de mais de onze anos de desenvolvimento do universo de Iron Kingdoms, Warmachine e Hordes.
Gosto do fato de agora estar tudo reunido num único livro. O design gráfico e a aparência da publicação também são excelentes. Mesmo assim, ainda não comprei esta versão — e preciso fazê-lo.
De certa maneira, ela talvez apresente a ambientação de fantasia steampunk mais acessível disponível naquele momento, apoiada por muitos detalhes interessantes. Meus jogadores certamente aceitariam entrar nesse universo. Dizem que o sistema, baseado em dados de seis faces, também é atraente. A obra concorreu ao prêmio de Melhor RPG no Origins de 2013, cuja cerimônia ocorreria naquele fim de semana.
5. Leagues of Adventure (2012)
Leagues of Adventure era a linha mais recente da Triple Ace Games, editora responsável também pelo excelente Sundered Skies, que possui elementos próximos do steampunk. É um jogo e cenário completos que utilizam o sistema Ubiquity.
Sua inspiração vem dos elementos clássicos da fantasia vitoriana, com ênfase em ação e exploração. A estrutura lembra The League of Extraordinary Gentlemen: os próprios jogadores formam uma liga de aventureiros. Muitos RPGs já haviam feito isso, mas Leagues of Adventure transforma a ideia no centro da experiência, incluindo grupos rivais e inimigos pertencentes a outras organizações semelhantes.
Embora a apresentação da editora o descreva como um jogo steampunk duro e realista, o mundo parece mais próximo do colorido aventuresco dos quadrinhos clássicos. O livro básico fornece uma ambientação aberta e informações de contexto, transmitindo a expectativa de ampliações em suplementos posteriores.
Uma característica que realmente aprecio é a qualidade do suporte que a Triple Ace Games oferece a suas linhas. Na época desta análise, já havia três aventuras diferentes, nove minissuplementos — incluindo Globetrotter's Guide to Weird Science e Globetrotter's Guide to Gothic Horror — e vários PDFs complementares gratuitos.
A editora entrou num gênero com numerosos concorrentes, mas oferece uma interpretação sólida e bem apresentada de suas ideias. Quem pretende começar uma campanha vitoriana deveria considerar esse jogo, sabendo que a Triple Ace demonstra intenção de continuar apoiando e ampliando a linha.
6. Mechanika: Empires of Blood and Steam (2012)
Este é outro caso limítrofe para a lista. Em 2012, a Xaos Publishing publicou um pacote demonstrativo de Mechanika, com o subtítulo Empires of Blood and Steam. No mesmo ano, tentou financiar o projeto pelo Kickstarter, mas não conseguiu atingir a meta. Ainda assim, a empresa parecia continuar desenvolvendo a linha e apresentava em seu site uma relação ambiciosa de produtos futuros.
A sensação é a de um daqueles RPGs independentes muito ambiciosos, mas cuja execução deixa a desejar. O pacote demonstrativo contém passagens pouco polidas, erros de digitação e a promessa de um sistema de “próxima geração”, apresentada de maneira pouco convincente.
A premissa, por outro lado, é interessante, e imagino que o livro básico a desenvolvesse melhor. Os jogadores assumem o papel de agentes da Agência de Detetives Icarus. A história acontece numa realidade alternativa fantástica, em que seres feéricos sombrios existiram em épocas remotas, mas foram derrotados.
Além disso, a ambientação parece combinar magia de conhecimento público com tecnologias estranhas. Nenhum desses elementos, entretanto, recebe uma explicação especialmente boa no material de demonstração. Evidentemente um folheto promocional não pode apresentar tudo, mas uma ou duas páginas estabelecendo as características fundamentais do mundo teriam ajudado bastante.
Do jeito que está, não consigo determinar quais elementos desse universo são conhecidos do público e quais permanecem ocultos, nem compreender os antecedentes históricos da ambientação. Tampouco fica claro o que distingue Mechanika dos numerosos outros RPGs de fantasia vitoriana.
7. Radiance (2012)
Minha primeira reação foi: “Meu Deus, mais uma ambientação de fantasia steampunk baseada em d20”. Então vi a ilustração da página 4, uma releitura tecnológica da célebre capa do Player's Handbook de AD&D.
Radiance oferece um jogo completo, mas isso também significa que uma grande parte do livro básico é ocupada por mecânicas e regras. O estranho é que o produto se apresenta como “um RPG completo na era da eletrotecnologia” e promete levar os jogadores a uma fantasia de fins do século XIX. Apesar disso, quase não há informações sobre uma ambientação específica.
A introdução explica muito pouco sobre essa tecnologia e sobre suas consequências. Na verdade, a impressão é a de estar diante de um suplemento d20 que tenta colocar absolutamente tudo no mesmo pacote. Uma página inicial com temas de campanha muito diferentes — dos mitos clássicos a Tolkien e ao steampunk — reforça essa percepção.
Então, o que há de steampunk no jogo? Diversos elementos aparecem espalhados pelo livro, quase sempre com poucas explicações. Os Warmechs são uma das 24 raças jogáveis. Artífices e pistoleiros aparecem como classes ao lado de bárbaros e monges. Equipamentos a vapor e eletrotecnologia surgem nas listas de objetos, mas sem contexto suficiente para mostrar como se encaixam no mundo.
Navios do vazio, foguetes lunares e outras invenções são agrupados com ingredientes clássicos da fantasia, outra vez sem discutir como essas ideias convivem. Parece uma tentativa de incorporar todas as possibilidades imagináveis; o resultado se aproxima mais de uma longa lista de recursos do que de um jogo coerente.
Ainda assim, há boas ideias, e algumas ilustrações são extraordinárias. Quando esta análise foi escrita, o Radiance Players Guide podia ser obtido gratuitamente no RPGNow. Quem se interessa pelo gênero faria bem em conhecer esse manual de 286 páginas.
8. Stars of Empire (2012)
Stars of Empire aborda de maneira diferente o conceito dos impérios vitorianos que viajam pelo espaço, visto anteriormente em Space: 1889 e Full Light, Full Steam. Em outras listas, critiquei jogos ambientados no futuro que conservavam convenções vitorianas, como Etherscope e Unhallowed Metropolis.
A solução de Stars of Empire é antecipar em cerca de 150 anos os desenvolvimentos que tornam possíveis as viagens interplanetárias. Surge, assim, uma história alternativa de 1892, na qual as potências coloniais já atuam fora da Terra, mas continuam disputando poder umas com as outras.
O jogo preserva muito bem a atmosfera do fim do século XIX e, ao mesmo tempo, constrói as mudanças lógicas exigidas por um mundo assim. Uma segunda transformação é o aparecimento da Colmeia, um organismo extraterrestre que ameaça a existência da humanidade.
Esse conflito mais amplo conecta o RPG a uma série de ideias e publicações steampunk da Aerolyth Enterprises. O conjunto, chamado Hive Queen & Country, inclui regras de miniaturas de The Hive and the Flame, o suplemento Flying Machines of the World Sourcebook e The World Beneath the Clouds: Steampunk RPG Venus Sourcebook. Este último estava encerrando uma campanha bem-sucedida no Kickstarter quando a análise foi publicada.
O livro básico de Stars of Empire é um sistema completo. Utiliza regras caseiras chamadas Hacktastic, baseadas em resolução com dados de vinte faces.
9. Tephra (2012)
Outro RPG financiado pelo Kickstarter que ultrapassou confortavelmente sua meta modesta. Tephra apresenta um mundo de fantasia transformado pelo avanço crescente da tecnologia.
A ambientação contém muitos dos ingredientes clássicos do steampunk: aventuras de capa e espada, piratas dos céus e robôs barulhentos feitos de metal. Mas também oferece mutações biológicas e outras modalidades de ciência estranha.
Entre as raças jogáveis aparecem elfos, gnomos e humanos tradicionais, além de sátiros, dos oceânicos Ayodin e dos angelicais Farishtaa. O mundo e seus antecedentes são relativamente ricos e bem desenvolvidos.
O livro básico apresenta regras completas e utiliza um sistema próprio, chamado Clockwork, no qual as ações são resolvidas com um único dado de doze faces. Na época da publicação, havia um futuro livro de adversários anunciado, além de vários PDFs já disponíveis.
10. Victorian Lost (2012)
Confesso que fiquei desconfiado quando ouvi falar deste suplemento. Changeling: The Lost continua sendo uma de minhas ambientações favoritas. Gosto da tensão que atravessa a existência dos personagens e das sugestões de trauma psicológico presentes no pano de fundo do jogo.
Minha preocupação era que transportar essas ideias de volta à era vitoriana terminasse obscurecendo a proposta original com mais uma camada de conceitos extraordinários — o problema de misturar premissas extravagantes demais.
Entretanto, o livro é interessante e apresenta argumentos convincentes para ambientar campanhas de Changeling: The Lost naquele período. Já acompanhei algumas campanhas de Victorian Lost e gostei dos elementos fantásticos que trouxeram às mesas. Na publicação original, também indiquei minha resenha completa do suplemento.
11. Zobeck Gazetteer (2012)
Em termos estritamente cronológicos, este produto deveria ter aparecido numa lista anterior. Mas 2012 trouxe uma edição revisada e ampliada de sua cidade de fantasia steampunk, preparada para Pathfinder.
O material vem do universo Midgard, embora aparentemente possa ser adaptado para outras ambientações de fantasia. Adoro cidades bem construídas para RPGs, e Zobeck pertence à mesma tradição dos melhores exemplos do gênero: Lankhmar, Sanctuary, Umbar, Waterdeep e Kaiin.
O cenário é essencialmente alta fantasia, com uma camada relativamente leve de elementos steampunk: escolas de magia mecânica, o gueto dos kobolds, ferramentas de aparência industrial e os Gearforged, seres associados à engenharia e à magia.
A ambientação foi ampliada por vários suplementos, entre eles Streets of Zobeck, Alleys of Zobeck e Tales of Zobeck. As informações mais abrangentes sobre esse universo, porém, podem ser encontradas em Midgard Campaign Setting.